Sempre que procuramos registar um domínio, acabamos por pensar “dentro do quadrado” e registamos domínios com TLDs comuns (Top Level Domains).

Os TLDs mais comuns são os domínios genéricos .com e o .net, e no caso português temos o .pt e .com.pt.

(Curiosamente, algo que me deixa bastante confuso e irritado, os TLDs .pt exigem, por agora, que o registo seja feito em nome de empresas ou marcas – contudo encontram-se muitos domínios .pt, registados através de registrars oficiais, que não parecem nada ser registados por marcas ou empresas – a meu ver, a supervisão deste domínio pela FCCN deixa algo a desejar. Por outro lado, a liberalização deste domínio foi anunciado para Maio de 2008 e, até à data, não foi liberalizado.)

Algumas razões para não pensarmos em outros TLDs para os nossos projectos são:

  • o preço mais baixo dos domínios genéricos;
  • o facto de alguns domínios estarem supostamente vocacionados para determinadas áreas geograficas;
  • optimização de sites para os motores de busca.

Contudo, pensar “fora do quadrado” quando se registam domínios para projectos online pode ser muito útil.

Existem essencialmente dois tipos de TLDs:

  • gTLD (são as extensões genéricas – .com, .net, .biz, .org e .info são as mais comuns)
  • ccTLD (são as extensões dedicadas a países – .pt, .es, .de, .us, .la, etc)

É sobre o segundo grupo que pretendo focar este artigo.

Existem vários ccTLDs que, ao contrário dos .pt, são de utilização livre, ou seja, não necessitamos de viver ou ter uma empresa num determinado país para registar um domínio com o seu ccTLD.

Existem diversas vantagens:

  • registar um domínio não disponível nos TLDs mais comuns;

Registar um domínio .com pode ser uma dor de cabeça quando um determinado tema é muito competitivo.

  • registar um domínio com menos caracteres;

É (muito) mais fácil encontrar um domínio de uma só palavra ou um acrónimo nos domínios menos comuns;

  • possibilidade de fazer domain hacking;

Registar domínios com palavras que terminem em determinadas extensões (ex: notici.as,  de.locio.us, etc).

Quanto às desvantagens (inversas às vantagens dos domínios mais comuns) podemos tentar suprimi-las ou compensá-las:

  • Por um lado temos o preço. Os preços dos ccTLDs são bastante superiores aos preços dos domínios mais comuns. Contudo a possibilidade de encontrar um domínio com 3 letras interessantes ou uma palavra competitiva ainda é possivel nestes tipo de TLDs e pode compensar largamente o preço pago.
  • Por outro lado temos a vocação para determinadas áreas geográficas. O senso comum diz-nos, por exemplo, que os sites com domínios .lu são apenas úteis para o Luxemburgo, por outras palavras, o nosso amigo Google só os considerará válidos para pesquisas nesse país – sendo menos recomendáveis para focar noutros mercados. Contudo o google tem uma ferramenta (Webmaster Tools) onde podemos definir o enquadramento geográfico do nosso site – a existência desta ferramenta deve levar-nos a eliminar o senso comum e a considerar o registo de ccTLDs para qualquer enquadramento geográfico.
  • Temos também a optimização do projecto para os motores de busca. A optimização está também ligada ao ponto discutido anteriormente. Apesar de um ccTLD poder eventualmente prejudicar o posicionamento do site, temos de considerar que o domínio é apenas um dos elementos que contribuem para um melhor posicionamento. Podemos sempre melhorar a optimização do nosso site em todos os outros aspectos on site e off site.

Exemplo:

O que vou apresentar de seguida é um exemplo particular do meu método, passo a passo, para registar domínios com relativo potencial. Não é nenhum segredo mas penso que quem seguir estes passos, conseguirá melhores resultados:

1- Objectivo: Registar um domínio .la.

Este ccTLD está dedicado ao Laos mas pode ser registado por qualquer individuo no mundo. O objectivo específico é formar um domínio “hacked”, com poucos caracteres ao mínimo preço possivel. Como registrar a utilizar foi escolhido o dotster.com com um custo aproximado de 21 euros anuais (já com 20% de desconto com utilização de cupão)

2- Pesquisa de mercado: Qual domínio escolher?

Para a pesquisa de mercado, e tendo em consideração que era do meu interesse um domínio “hacked” em lingua portuguesa, necessitava de uma lista de palavras portuguesas terminadas em .la. Ferramenta online escolhida: http://www.iltec.pt/mordebe/ – muitooooo útil!

3- Escolha incial

Com a ajuda da ferramenta indicada consegui rapidamente formar um conjunto de palavras interessantes e com potencial.

4- Análise Oferta / Procura (OP)

Inseri cada palavra no google para ver quantos resultados existiam (análise da oferta) e no Keyword Tool para analisar a procura pela palavra.

5- Análise potencial

Após a análise OP fiquei com um número mais reduzido de potenciais domínios e fiz uma análise subjectiva para cada um dos restantes, considerando o seu potencial de acordo com os meus interesses, capacidades e possibilidade de desenvolvimento.

6- Decisão e registo

Acabei por registar um domínio de três caracteres legíveis e audivéis, ou seja, não é um domínio com três caracteres tipo jkl.tld ou oo4.tld. É um domínio verbal e facilmente “marketizável” – oops! (Marketizável não existe mas acho que dá para entender o que quero dizer). Deixo, por agora, este domínio em segredo… :)

Tal como o domínio que registei, existem muitos outros .la disponíveis e que podem ser bastante interessantes. Aqui ficam algumas sugestões disponíveis:

bagate.la
bor.la
bur.la
busso.la
dup.la
esca.la
mesc.la
mochi.la
tabe.la

Bom proveito e bons projectos!

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